sábado, 17 de agosto de 2019

Rachel Carson, urgente

Dorrit Harazim - O Globo
O fazendeiro americano Ezra Taft Benson serviu ao presidente Dwight Eisenhower como secretário da Agricultura ao longo de oito anos (1953-61), antes de tornar-se influente profeta da Igreja Mórmon. É dele uma pergunta que encapsula os preconceitos culturais, a ignorância científica e os interesses que predominavam no pós-Segunda Guerra Mundial: “Por que uma mulher solteira, sem filhos, está tão preocupada com a genética?”, quis saber. Ou melhor, nem quis saber, pois ele mesmo forneceu a resposta: essa mulher era comunista. Teria dito mais se soubesse, à época, que a personagem, mesmo não sendo comunista, manteve até o final da vida uma extraordinária amizade amorosa com outra mulher.
Taft Benson referia-se a Rachel Carson, autora de “Primavera silenciosa”, o seminal livro que desarrumou para melhor as até então inexistentes políticas ambientais nos Estados Unidos e obrigou o mundo a despertar para a frágil interconectividade da vida no planeta. Obra-libelo para que se investigue e regulamente o uso de pesticidas, o livro serviu de referência para a criação da primeira agencia federal de proteção do meio ambiente (EPA, na sigla em inglês), da aprovação da Lei do Ar Puro (1963), Áreas Selvagens (1964), Água Limpa (1972), Espécies em Extinção (1973), e despertou a consciência ambiental moderna.

Nascida em família rural da Pensilvânia e bolsista na universidade Johns Hopkins, a bióloga Carson não teve recursos para concluir seu doutorado em Zoologia e Genética. Mesmo assim, com “Primavera silenciosa”, produziu a reportagem investigativa de maior relevância (e clareza) do século 20. Publicado mais de meio século atrás, o clássico demonstra com rigor científico e prosa emocionante que pesticidas não apenas envenenam insetos e ervas daninhas, como desencadeiam uma cascata de mutações destruidoras da vida no planeta.
Carson não era radical, não pregava a proibição pura e simples de pesticidas químicos, apenas apontou para a necessidade de aprofundar o conhecimento de seus elementos e para as consequências de uma ciência não assentada em moralidade.
Ainda assim, a autora foi alvo de brutal campanha de descrédito por parte de setores do governo, da indústria química e do agronegócio da época. Até mesmo a editora Houghton Mifflin, responsável pela publicação do livro em 1962, recebeu intimidações jurídicas de peso.
Por que lembrar agora dessa luminosa personagem que morreu com o corpo em metástase pouco depois de concluir sua obra? Porque seus detratores de outrora pipocam em estranhas reencarnações. Vem à mente, de imediato, a recente foto de Carlos Bolsonaro, filho do presidente do Brasil, empunhando um exemplar de “Psicose ambientalista: Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma religião igualitária e anticristã”, de Dom Bertrand de Orléans e Bragança. O título- spoiler, que torna desnecessário descrever o conteúdo da obra, parece ter inspirado também o pai de Carlos a denunciar a existência de uma “psicose ambientalista” contra o Brasil por parte de países como Alemanha e França.
Vem à mente também o jornalista alemão Henrik Böhme, da Deutsche Welle, que considera o Gabinete do Clima criado pela chanceler Angela Merkel como um “gabinete de horrores”, e vê por trás da política de defesa ambiental um ataque subterrâneo ao sistema econômico capitalista. Na mesma linha está o site americano Fabius Maximus, onde se lê que “a esquerda incita à histeria climática para obter ganho político” e que a adolescente sueca Greta Thunberg, “ícone do apocalipse climático”, só existe como resultado de cuidadoso trabalho de mídia alimentado por grupos de interesse. Vem à mente, é claro, nosso ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para quem a Amazônia surfa em “desmatamento zero”. E também o general da reserva Augusto Heleno, que do seu gabinete brasiliense de Segurança Institucional descarta como “manipulados” dados computados pela tecnologia de ponta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Por tudo isso, mesmo para quem já leu “O fim da natureza”, de Bill McKibben, assistiu a “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, aguarda a vinda à Flip do jornalista David Wallace-Wells, autor de “A Terra inabitável”, e gostou do alerta sobre biocídio em “A sexta extinção: Uma história não natural”, de Elizabeth Kolbert, vale empreender um retorno ao futuro com Rachel Carson.
Ela merece. Nós também. Até para lembrar que conhecimento consiste na procura da verdade, não na busca da certeza.

domingo, 4 de agosto de 2019

O cristão e a legítima defesa - Uma ilustração



LEGÍTIMA DEFESA

O senhor acha que seria pecado eu aprender qualquer meio de me defender se for atacado? – perguntou uma vez uru rapaz ainda novo ao pastor da sua igreja.
– Certamente que não" – respondeu prontamente o ministro. – Eu mesmo aprendi, quando mais jovem, a me defender e tenho achado isso muito útil pela vida afora.
– Ah! E o que foi que aprendeu, foi o boxe tailandês ou o krav magá?
– Nem uma coisa nem outra. Aprendi o Jogo de Salomão.
– O Jogo de Salomão?
– Sim. É o jogo de Salomão, que se encontra descrito em Provérbios 15:1, e que diz assim: "A resposta branda desvia o furor". É o melhor sistema de legítima defesa que eu conheço.
Aquele pastor tinha razão.

Do livro 200 Ilustrações (Casa Publicadora Batista, 1947)

sábado, 13 de julho de 2019

Um folheto gratuito para evangelizar moradores em situação de rua - Baixe e imprima à vontade


Por um esforço conjunto entre Veredas Missionárias, Missões em Suas Mãos, o artista gráfico Kim Arés e autores diversos, estão sendo criados folhetos evangelísticos para alcance contextualizado de grupos específicos - folhetos GRATUITOS, para qualquer interessado baixar e imprimir, tanto em sua CASA quanto numa GRÁFICA.

E os primeiros frutos deste esforço já estão prontos! São os folhetos Vivendo em situação de rua - Por que sair da minha situação atual?, para a evangelização de pessoas vivendo em situação de rua, e Eternal Life - O Jogo da Vida Eterna, para jovens e pessoas em geral que gostam de jogos eletrônicos (videogames, jogos online etc.).

FIQUE ATENTO: Todos os folhetos são do modelo dobrável, coloridos, impressos em frente e verso, e disponibilizados tanto em formato específico para impressão em impressoras caseiras, quanto com arte já pronta para você levar até uma gráfica e imprimir em grande quantidade. Cada modelo de folheto a ser baixado virá com as duas versões para impressão (casa e gráfica) na mesma pasta que você baixará. Você não precisa nos pedir autorização para imprimir este folheto em grandes quantidades. Mas atenção: OS FOLHETOS NÃO PODEM SER VENDIDOS, e nem ter sua mensagem modificada. 



O folheto VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA: POR QUE SAIR DA MINHA SITUAÇÃO ATUAL? apresenta uma mensagem contextualizada para alcançar moradores em situação de rua. Foi escrito por Daphne Pepala, missionária da Missão Vida.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA, CLIQUE AQUI.



ETERNAL LIFE - O JOGO DA VIDA ETERNA, foi escrito pelo pastor e escritor Luis Miguel Gianeli (visite AQUI o blog do autor). Esta mensagem é voltada para os chamados gamers, os "aficionados" em jogos eletrônicos, não apenas jovens, mas de todas as idades.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO ETERNAL LIFE, CLIQUE AQUI.



ABAIXO VOCÊ PODE LER ONLINE OS FOLHETOS

Vivendo em situação de rua



Eternal Life - O jogo da Vida Eterna

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Antologia de Ouro da Oração - Uma coletânea de recursos em livro grátis


Por seu caráter de antologia, e por antologiar gêneros diversos, como frases, sermões e orações, agregando a isso outros recursos práticos, este humilde e gratuito livro, que circula apenas em formato eletrônico, se configura num dos mais significativos livros sobre a Oração já publicados em língua portuguesa. 
Estão aqui coligidas em torno de mil citações, de autores os mais diversos da cristandade, citações divididas em duas partes: Frases Gerais sobre a Oração e Frases sobre a importância da Oração nas obras de Evangelização e Missões.
Para além disso, coligimos 150 esboços de sermões sobre o tema da Oração. Tais esboços, claro esteja, prestam-se igualmente como estudos bíblicos, muito oportunos para os momentos devocionais em particular ou em grupo.
Coligimos ainda trechos de orações de grandes nomes do cristianismo, desde Pais da Igreja como Clemente de Roma até nomes recentes como Martin Luther King. Tais textos não devem ser tomados como modelos rijos e nem prestam-se a objetos para a repetição, mas objetivam apenas ilustrar e aclarar aspectos da oração e dar notícia da devoção e correição de fé de nossos co-herdeiros da graça de Cristo.
Como referido, agregamos a este livro recursos outros que poderão auxiliar todos aqueles que trilham os caminhos da comunhão divina através da oração. Concordância Bíblica ExaustivaDatas Comemorativas para a Intercessão específica, um modelo de Diário de Oração e outros recursos, são itens que irão enriquecer a devoção do leitor.
Oração é oração praticada; sua ciência é quase toda ela empírica, desenvolvida pelo contato dos joelhos no chão e a abertura de coração.
Que este humilde livro, mais do que agregar conhecimento teórico, enriqueça seu ferramental prático e lhe constranja a orar mais e melhor, crescendo de fé em fé, até assenhorear-se de todas as promessas de Deus a que só temos acesso através da oração.
Compartilhe este livro, sempre gratuitamente, com todos os irmãos ao seu alcance.

PARA BAIXAR O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Congresso Arte, Meio Ambiente e Fé Cristã - Belo Horizonte e Brasília



O que a fé cristã tem a dizer sobre o meio ambiente?


Encontro reúne artistas e especialistas para um debate sobre arte, meio ambiente e fé cristã
Por Carlinhos Veiga

Nosso mundo sofre as consequências graves da má utilização dos recursos naturais por parte dos seres humanos. Na busca por lucros e riquezas, como se fossem sinônimos de “progresso”, a humanidade age agressivamente contra a Criação de Deus, explorando os recursos naturais de modo irresponsável, como se fossem infinitos. Recentemente acompanhamos as tragédias que se deram em Mariana e Brumadinho, onde um mar de lama tóxica ceifou milhares de vidas humanas, animais, agindo agressivamente contra o meio ambiente e mudando por completo o cenário de rios, ecossistemas, cidades etc.
Quando olhamos para tudo isso indagamos qual deveria ser a atitude dos discípulos de Cristo diante desse cenário. O que a fé cristã teria a dizer sobre as questões ambientais? É possível pensar biblicamente sobre temas como sustentabilidade? A nossa teologia suporta elaborar estratégias que nos movam a orar e a agir responsavelmente sobre as questões ambientais?
Como uma resposta à Mariana e Brumadinho, surge o evento “Arte, Meio Ambiente e Fé Cristã”, a ser realizado nos meses de junho e julho de 2019. Queremos utilizar a linguagem artística como uma das formas de abordar o tema.
Quando e onde?
Nos dias 14 e 15 de junho, em Belo Horizonte, MG, nas dependências da Igreja
Batista da Redenção – Redê.
Nos dias 19 e 20 de julho, em Brasília, DF, no auditório do Colégio Mackenzie, no Lago Sul.

Como será?
O evento terá início nas noites de sexta-feira, se estendendo até as noites de sábado com devocionais, palestras, seminários, mesas redondas, shows musicais e exposições de obras artísticas.
Além dos assuntos abordados pelos preletores convidados, haverá uma mesa redonda “Fé Cristã e o cuidado com o Meio Ambiente”, com especialistas no assunto. Em Brasília, concomitante ao Encontro haverá um Fórum de Literatura, na manhã do sábado, 20 de julho.

Preletores
Confirmaram presença Timóteo Carriker, Marcelo Gualberto, Marcelo Renan, Gladir Cabral, João Leonel, Erlon Lemos, Carlinhos Veiga, Roberto Diamanso, Expresso Luz e Rubão Lima. Destes, alguns participarão somente em Belo Horizonte ou Brasília.

Promoção
Mocidade Para Cristo do Brasil & Tearfund Brasil

Parceria
Campanha Renovar o Nosso Mundo | Colégio e Faculdade Mackenzie – Brasília | Editora Ultimato | Igreja Batista da Redenção | Igreja Presbiteriana do Lago Norte |
Instituto Marcos Daniel| Instituto Sebastião | Instituto Presbiteriano Mackenzie Brasília | Miquéias Brasil | Visão Mundial

Serviço
Igreja Batista da Redenção
Rua Itapagipe, 69 – Concórdia, Belo Horizonte, MG
Quando: 14 e 15 de junho

Colégio Mackenzie
SHIS Ql 05 Chác. 74 a 79, Lago Sul, Brasília, DF
Quando: 19 e 20 de julho

Não serão oferecidas hospedagens e refeições aos participantes. Indicaremos hotéis e restaurantes.
https://www.sympla.com.br/arte-meio-ambiente-e-fe-crista__518773

sábado, 27 de abril de 2019

Senhor, quando te vimos faminto? - Perguntarão naquele Dia



Senhor, quando te vimos faminto?

Oração luterana anônima. França, século XX.

Eu estava faminto e vocês estavam voando ao redor da lua.
Eu estava faminto e vocês me disseram que esperasse.
Eu estava faminto e vocês formaram um comitê.
Eu estava faminto e vocês mudaram de assunto.

Eu estava faminto e vocês disseram:
“Não há motivo para isso.”
Eu estava faminto
E vocês tinham a conta das armas para pagar.
Eu estava faminto e vocês me contaram:
“Agora as máquinas fazem este tipo de serviço.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“A lei e a ordem em primeiro lugar.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Sempre existirão pessoas pobres.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Meus antepassados também passaram fome.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Depois dos cinquenta, você não vai encontrar emprego.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Deus ajuda os necessitados.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Desculpe-me, volte outro dia.”


Do livro Orações para Mil Anos, de Elizabeth Roberts e Elias Amidon (orgs.).
Via blog Poesia Evangélica

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Pecado Social



Pecado Social

por Ronald J. Sider

É possível fazer com que a opressão se torne algo legalizado. Os legisladores elaboram leis injustas e os burocratas implementam a injustiça. Deus expressa o seu divino desgosto contra os governantes que usam seus cargos oficiais para elaborar leis injustas e tomar decisões legais que levam à desigualdade. A opressão legalizada é uma abominação para o nosso Deus. Por causa disso, Deus exorta o seu povo a opor-se às estruturas políticas que perpetuam a injustiça.
Há uma longa tradição de pessoas do povo de Deus que desafiaram as estruturas políticas da sua época. Moisés, por exemplo, foi falar com o Faraó, Ester foi falar com o rei persa, William Wilberforce ajudou a erradicar o tráfico transatlântico de escravos e o Dr. Martin Luther King teve um papel importante no movimento dos direitos civis nos EUA. Nos dias de hoje, os cristãos também se manifestam contra a corrupção e as políticas que perpetuam a injustiça. No entanto, o negligenciamento do ensino bíblico sobre a injustiça estrutural ou sobre o mal institucionalizado é uma das mais mortíferas omissões em muitas partes da igreja nos dias de hoje. Os cristãos frequentemente restringem a ética à uma estreita classe de pecados “pessoais”, tais como o abuso de drogas e a má conduta sexual, mas ignoram os pecados do racismo institucionalizado e das estruturas econômicas injustas que também destroem um número parecido de pessoas.
Há uma diferença importante entre os atos individuais conscientemente voluntários (tais como mentir para um amigo ou cometer um ato de adultério) e a participação em estruturas sociais malignas. A escravidão é um exemplo deste segundo caso, assim como também o sistema adotado pelas fábricas na era vitoriana na Inglaterra, as quais usavam crianças de dez anos de idade para trabalhar de doze a dezesseis horas por dia. Tanto a escravidão como o trabalho infantil eram legalizados, mas destruíram milhões de pessoas. Eles eram males institucionalizados ou estruturais.
Deus odeia as estruturas econômicas malignas e os sistemas jurídicos injustos porque eles destroem centenas, milhares e milhões de pessoas. Podemos ter certeza de que o justo Senhor do universo destruirá os governantes perversos e as instituições sociais injustas (leia 1 Reis 21).
Há um outro aspecto do mal institucionalizado que o torna especialmente pernicioso. O mal estrutural é tão sutil que nos enredamos nele sem compreendê-lo plenamente. Deus inspirou o profeta Amós a proferir algumas das palavras mais ásperas que encontramos nas escrituras, contra as mulheres cultas da classe alta da sua época: “Ouçam esta palavra, vocês, vacas de Basã...que oprimem os pobres e esmagam os necessitados e dizem aos senhores deles: ‘Tragam bebidas e vamos beber!’ O Senhor Soberano jurou pela sua santidade que certamente vai chegar o tempo em que serão levados com ganchos, e os últimos de vocês com anzóis” (4:1-2).
As mulheres em questão podem ter tido pouco contato direto com os camponeses pobres. Talvez elas nunca tenham percebido completamente que só podiam ter belos tecidos e festas animadas, em parte, por causa do suor e das lágrimas dos pobres. Talvez elas tenham até sido bondosas, em certas ocasiões, com algumas das pessoas oprimidas. Deus chamou essas mulheres privilegiadas de “vacas” porque elas participavam de um mal estrutural, ou seja, suas vidas eram sustentadas pela opressão alheia. Diante de Deus, elas eram pessoalmente e individualmente culpadas.
Se fizermos parte de um grupo privilegiado que se beneficia do mal estrutural, ou cujas vidas são sustentadas pela opressão alheia, e se tivermos pelo menos alguma compreensão do mal e não conseguirmos fazer o que Deus quer que façamos para mudar a situação, seremos culpados diante de Deus.
Sistemas injustos e estruturas opressoras representam uma abominação para Deus, e “pecado social” é a frase certa para categorizá-los. Além disso, ao entendermos o mal que eles fazem, temos a obrigação moral de fazer tudo o que Deus quer que façamos para mudá-los. Se não o fizermos, estaremos pecando. Essa é a implicação clara do ataque severo de Amós às mulheres ricas da sua época. É também a implicação clara de Tiago 4:17: “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”.
No Novo Testamento, a palavra cosmo (mundo) muitas vezes transmite a ideia de mal estrutural. No pensamento grego, a palavra cosmo referia-se às estruturas da vida civilizada, especialmente aos padrões da cidade-estado na Grécia Antiga que eram considerados essencialmente bons. No entanto, os escritores bíblicos sabiam que o pecado tinha invadido e distorcido as estruturas e os valores da sociedade. Frequentemente, o Novo Testamento usa a palavra cosmo para referir-se, nas palavras de C. H. Dodd, “à sociedade humana, tendo em conta que ela está organizada de acordo com princípios errados”. “Quando Paulo falava sobre ‘o mundo’ em um sentido moral, ele estava pensando na totalidade das pessoas, dos sistemas sociais, dos valores e das tradições em termos da sua oposição a Deus e aos seus propósitos redentores”.
O Papa João Paulo II insistiu acertadamente em dizer que as estruturas sociais malignas estão “enraizadas no pecado pessoal”. O mal social resulta da nossa rebelião contra Deus e do nosso consequente egoísmo para com o nosso próximo. Porém, a acumulação e concentração de muitos pecados pessoais criam “estruturas de pecado” opressivas e “difíceis de serem removidas”. Não veremos sistemas transformados simplesmente convertendo diretores executivos, funcionários de corporações multinacionais e congressistas. Veremos a transformação ao pregarmos o evangelho e ao desmantelarmos as estruturas e os sistemas injustos através de um trabalho eficaz de defesa de direitos, da oração convicta e de uma vida justa.

Fonte: Viva com Justiça: Global, de Tearfund e Desafio Miquéias EUA

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Motoristas de Ambulância ou Construtores de Túnel - Uma reflexão (para)eclesiástica



Motoristas de Ambulância ou Construtores de Túnel

por Ron Sider

Um grupo de cristãos devotos vivia em um pequeno vilarejo ao pé de uma montanha. Uma estrada sinuosa e escorregadia, com curvas fechadas e ladeando abruptos precipícios, desprovidas de cercas de proteção, serpenteava subindo a montanha de um lado e descendo do outro. Acidentes fatais eram frequentes. Profundamente entristecidos ao verem as pessoas feridas sendo retiradas de dentro dos destroços dos carros, os cristãos das três igrejas do vilarejo decidiram agir. Eles juntaram recursos e compraram uma ambulância. Ao longo dos anos, eles salvaram muitas vidas, apesar de que várias vítimas ficaram aleijadas pelo resto da vida.
Certo dia, chegou um visitante à cidade. Perplexo, ele perguntou por que não fecharam a estrada que atravessa a montanha e, em vez dela, construíram um túnel. Inicialmente surpresos, os voluntários da ambulância logo se puseram a explicar que tal solução, embora tecnicamente bastante viável, não era realista e nem mesmo aconselhável. Afinal, a estreita estrada de montanha já estava ali há muito tempo. Além disso, o prefeito da cidade iria se opor fortemente à ideia. Ele era dono de um grande restaurante e posto de gasolina localizado mais ou menos no meio da subida.
O visitante ficou chocado com o fato de aqueles cristãos se importarem mais com os interesses econômicos do prefeito do que com as numerosas vítimas dos acidentes. Um tanto hesitante, ele sugeriu que talvez as igrejas devessem falar com o prefeito. Talvez devessem até eleger outro prefeito, caso ele se mostrasse inflexível e indiferente. Agora os cristãos é que ficaram chocados. Com crescente indignação e convictos de que estavam certos, eles informaram ao jovem radical que a igreja não devia se meter em política. A igreja é chamada a pregar o evangelho e a dar um copo de água fria, disseram eles. Sua missão não consiste em se envolver em questões mundanas, tais como estruturas sociais e políticas.
Perplexo e ressentido, o visitante foi embora. Enquanto saia, uma pergunta martelava a sua mente confusa. É realmente mais espiritual, ele se perguntou, manter em funcionamento as ambulâncias que socorrem as ensanguentadas vítimas de estruturas sociais destrutivas do que tentar transformar as próprias estruturas sociais?

Extraído de Viva com Justiça: Global, de Tearfund / Desafio Miquéias -  www.tearfund.org/livejustly

domingo, 27 de janeiro de 2019

C. S. Lewis, Tolstoi, Martin Luther King - e outros livros de frases para você baixar grátis

100 FRASES DE C. S. LEWIS - O escritor Clive Staples Lewis nasceu em 1898 em Belfast, na Irlanda do Norte (Reino Unido).  Multitarefas, Lewis foi professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico, após abandonar o ateísmo, influenciado por seu amigo, o igualmente famoso J. R. R. Tolkien (de O Senhor dos Anéis). Lewis é reconhecido e estimado em todo o mundo, seja por sua série ficcional As Crônicas de Nárnia, seja por seus escritos que reúnem com rara argúcia e beleza de estilo temas metafísicos, filosóficos e religiosos. Sua obra literária abarca 38 livros, dos quais diversos já foram traduzidos para a língua portuguesa.
Reunimos aqui uma seleção de frases para iluminar sua jornada, amigo(a) leitor(a). De educação à religião, de ética à literatura, de felicidade à dor, passando por temas os mais diversos, a sabedoria de um dos maiores autores do século XX aqui se faz presente, em pequenas doses, cápsulas para o seu dia-a-dia.
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100 FRASES DE LIEV TOLSTOI - O romancista russo Liev (também dito Lev, Leon, Leão) Tolstoi nasceu em 1828, na pequena vila de Yasnaya Polyana.
Para além de sua obra literária que se configura como uma das maiores já criadas, Tolstoi ganhou fama como pacifista e pensador. Suas ideias, que versam do anarquismo ao vegetarianismo, iam de encontro ao status quo vigente, mesmo entre instituições cristãs, algumas das quais ele denunciava como não vivendo o verdadeiro cristianismo, conforme pregado por Cristo no Sermão da Montanha (Mateus caps. 5 a 7).
Reunimos aqui trechos de reflexão que vão da educação à religião, de ética à literatura, de felicidade à dor, avançando por temas os mais diversos. A sabedoria de um dos maiores autores da humanidade aqui se faz presente, em pequenas doses, cápsulas para alimentar o seu dia a dia.
Tenha uma boa leitura!
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100 FRASES DE MARTIN LUTHER KING - Martin Luther King Jr. (1929 – 1968) foi um pastor protestante e ativista político norte americano. Sua cruzada em favor dos direitos civis dos negros e pobres fez dele uma das mais importantes vozes de protesto e luta por justiça do século XX.
Seus esforços não se limitaram ao combate às práticas de discriminação racial: King foi defensor dos direitos das mulheres, opositor da guerra do Vietnã e militou ainda por melhores salários e condições de trabalho para a população de baixa renda.
Graduado em sociologia e teologia, com doutorado nesta última, King sempre foi um hábil artesão da palavra, e seus discursos são ricas peças de exortação e motivação.
Sua grande força moral, que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz (1964), recebeu influência do princípio da não-violência de Mahatma Gandhi e principalmente dos ensinos de Jesus Cristo. Por sua vez, seu exemplo e suas palavras impactaram e continuam a influenciar pessoas em todos os cantos da Terra.
Confira, neste breve livro, um pouco da riqueza do pensamento de Martin Luther King Jr.  E, no texto ao fim deste volume, entenda a origem da irrefreável esperança e sede de justiça que tornaram King um gigante.
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Frases UP! 250 Frases para motivar e iluminar o seu dia - Este e-book reúne uma coleção de frases coligidas de épocas e autores os mais diversos, no objetivo de formar um breve compêndio de sabedoria para iluminar e motivar o seu dia a dia e a sua vida.
Mas o que é, em breves termos, “motivação”? Podemos entender motivação como o conjunto de forças internas que mobilizarão o indivíduo para atingir um dado objetivo como resposta a um estado de necessidade, carência ou desequilíbrio.
A palavra motivação vem do latim movere, que significa “mover”. A motivação é, então, aquilo que é susceptível de mover o indivíduo, de levá-lo a agir para atingir algo (o objetivo), e de lhe produzir um comportamento orientado.
Esperamos que você tenha uma boa leitura, e possa compartilhar esta pequena seleta e suas cápsulas de sabedoria com seus amigos! 
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PAZ em 200 Citações - Vivemos em tempos de crescente agitação. A informação, surgindo de todos os lados, ganha ares de avalanche. A violência, seja urbana ou rural, física, simbólica ou virtual, toma os espaços e espalha tristeza e medo, quando não terror.
Neste cenário de acelerada e intensificada agitação e violência, onde encontrar a paz? Sobre que bases e com que ferramentas construí-la?
Neste breve livro, reunimos algumas percepções e pensamentos sobre a Paz, oriundas de pensadores, estadistas, escritores os mais diversos no tempo e no espaço.
O texto que encerra essa seleta demonstra como a paz que almejamos está ao alcance daquele que a busca, e pode, uma vez conquistada, ser irradiada para os outros.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O Livro e o Prazer da Leitura em 400 Citações


O livro é a porta para o que é o homem, o que é humano. É o testemunho máximo de nossa história e evolução, raízes e anseios – e nosso alcance. Faltam-nos palavras para descrever o livro. Bem, este é justamente um dos motivos desse livro sobre o livro (e sobre a leitura): coligir reflexões as mais diversas sobre o nosso amigo de todas as horas, bem como sobre o prazer que a leitura proporciona, oriundas de autores, tempos e culturas os mais variados.
A reflexão sobre o livro e o incessante e multiforme incentivo à leitura precisam estar na base, no “chão” da cultura, para que o edifício se erga e sustenha. Afinal, o livro é o objeto cultural elementar.
Pais e educadores, leitores e escritores, livreiros, editores, políticos, jornalistas – profissionais e amantes do livro e qualquer um preocupado com os destinos da educação e do próprio país encontrarão aqui um ferramental de boa e urgente reflexão. “Munições” para lembrarmos, celebrarmos e promovermos a cada dia mais a Sua Excelência, o Livro.

Sammis Reachers

O livro encontra-se à venda apenas pela livraria AMAZON. Você pode adquirir o seu clicando AQUI.

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