domingo, 19 de maio de 2013

Centro de Valorização da Vida realiza treinamento para voluntários em SP



O Posto CVV Abolição, realiza gratuitamente há mais de 50 anos o serviço de Apoio Emocional e Valorização da Vida, utilizando principalmente o telefone como ferramenta. Nos dias 18 e 19/05/2013 haverá novo curso para seleção e capacitação de novos voluntários e lhe convidamos para participar do evento e também solicitamos gentilmente a sua colaboração para divulgá-lo.


EVENTO:
O Posto CVV. Abolição, dara inicio nos dia 18 e 19 de Maio de 2013 um novo curso para capacitação de novos voluntários da entidade. No dia do evento o horário será das13:30hs às 18:30hs.onde será apresentada de form a filosofia da entidade e a forma de conduta a ser seguida pelo voluntário.

LOCAL
Rua Abolição, 411 - Bela Vista - São Paulo
Link do local no Google Mapas:  http://g.co/maps/a96tm
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
As inscrições podem ser feitas no próprio local 10 minutos antes do curso ou pelo e-mail abolicao@cvv.org.br . Para mais informações por favor entrem em contato pelos telefones (11) 98143-3611 / 3242-4111.
DURANTE A ATIVIDADE:
Durante a atividade - que é gratuita - haverá seleção dos interessados em colaborar com a entidade. Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV de prevenção ao suicídio, apoio emocional e valorização da vida basta ter mais de 18 anos, ter disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.
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INSTITUIÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS:

Instituição sem fins lucrativos e mantida pelos próprios voluntários, os postos CVV desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e via chat no próprio site da entidade www.cvv.org.br
Se você conhece alguém que possa se interessar por essa mensagem por favor nos ajude a divulgar compartilhando por e-mail, Facebook ou outras redes sociais. 

Assista ao vídeo do CVV - A Linha da Vida :

terça-feira, 14 de maio de 2013

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - Participe das iniciativas




Campanha mobilizará cidades no dia 18 de maio (Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes)

Dia 18 de maio é a data definida pela Lei Federal nº 9970/00 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em diversas capitais do país, ocorrerão eventos para lembrar a data e conclamar a sociedade para se mobilizar nesta luta.


A Campanha Bola na Rede da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) desenvolverá diversas atividades de lazer, esportes, campanhas de conscientização contra aos maus tratos, seminários, distribuição de materiais sobre o tema, caminhadas e demais intervenções que contarão com a parceria de diversas ONG’s, órgãos do governo e igrejas evangélicas. São formas de chamar a atenção da sociedade para o enfrentamento e conscientização do problema do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, que aumenta, principalmente, com a proximidade de grandes eventos esportivos no Brasil.


A iniciativa faz parte da Campanha de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, liderada pela RENAS, iniciada no dia 18 de maio de 2011 e que terá como ponto alto os dias da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014. O desafio maior até o evento esportivo é mobilizar a igreja e a sociedade brasileira a enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes.


As mobilizações do próximo dia 18 acontecerão nas doze cidades-sede da Copa do Mundo em 2014: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os locais das atividades poderão ser conferidos pelo sitehttp://bolanarede.org.br/blog/

Envolva sua igreja, sua organização e sua família nesta campanha pelos direitos das crianças e dos adolescentes!
Leia mais:


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Psicóloga cristã Marisa Lobo se filia ao PSC de Marco Feliciano e será candidata a deputada federal em 2014

Psicóloga cristã Marisa Lobo se filia ao PSC de Marco Feliciano e será candidata a deputada federal em 2014
Na tarde dessa terça feira (30), a psicóloga Marisa Lobo anunciou sua filiação ao Partido Social Cristão (PSC), partido ao qual é também filiado o deputado Marco Feliciano. A filiação da psicóloga teve como “padrinhos políticos” Ratinho Júnior, presidente do PSC no Paraná, e Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do partido.
Marisa Lobo anunciou sua filiação ao partido através das redes sociais, onde repercutiu também sua provável candidatura a deputada federal nas próximas eleições. Em nota, Marisa Lobo comentou sobre seu novo vínculo com o partido, e confirmou sua possível candidatura em 2014.
- Hoje assinei minha filiação no PSC, com a presença de todo diretório estadual, meus padrinhos foram Ratinho Junior presidente estadual, e o Everaldo vice-presidente nacional… enfim fiquei emocionada ,não esperava tamanha honra. A esposa do Pr. Everaldo a cantora Ester também estava presente. Foi super descontraído, fui bem recebida pela família PSC. Agora vou estar protegida e terei mais armas para lutar pelas causas da família. – informou a psicóloga em sua página no Facebook.
- Estou pronta para, se for da vontade de Deus, ser sim uma parlamentar em 2014 – afirmou a psicóloga, que relatou também ter sido assediada por outras legendas políticas antes de se decidir pelo PSC.
Além dos padrinhos políticos de Marisa, a reunião onde ocorreu a assinatura de sua filiação contou também com a presença de vários deputados, vereadores e lideranças do partido. Ratinho Junior comentou sobre a filiação, destacando o crescimento acelerado do partido e os projetos do PSC em favor da população.
- A filiação da Marisa é muito representativa para o projeto do PSC. Além de ser muito importante a participação feminina, ela também representa o nosso fortalecimento baseado em ideais – afirma Ratinho Junior.
- Nosso partido é uma família e tomamos nossas decisões como tal, sempre pensando no bem comum – enfatizou Everaldo.
Marisa Lobo ficou nacionalmente conhecida pela sua Coordenação Nacional da Campanha “Maconha Não!”, que ela levou até o Congresso Nacional, assim como os seus trabalhos de prevenção às drogas, contra a pedofilia e pela preservação da família. A psicóloga ficou também conhecida pelos embates em torno das tentativas de cassação de seu registro profissional, sobretudo envolvendo ativistas LGBT.
- Milito pelas causas da família, pela verdade e, principalmente, pela prevenção e combate às drogas. Sempre preferi estar na fileira dos idealistas. Eu venho para ajudar a construir, junto com o PSC e com a população, um projeto de resgate da família e dos valores cristãos em todo País. O PSC se fortalece porque tem ideias, filosofia e ideologias – destacou Marisa Lobo.
Leia na íntegra a nota oficial da psicóloga sobre a filiação:
Me filiei ao PSC depois de ser assediada por vários partidos, pois vi no PSC uma oportunidade de defender as bandeiras que já defendo há anos em minha vida.
Devido a muitos ataques que sofro, ir para um partido que tem o meu perfil, e que defende a fé cristã, é proteção para mim, e quero ser referência. Estou entrando para trabalhar a nível nacional com o partido, principalmente com as mulheres, e criar um exército feminino para defender a família tradicional. Somos contra: drogas, aborto, eutanásia, pedofilia, qualquer forma de abuso e, principalmente, vamos fazer movimentos em todo Brasil com as mulheres para reconstruir a família tradicional, reestruturar essa família tão desgastada; porque acreditamos na família como fator protetivo na prevenção ao uso de drogas e à violência. Família estruturada sociedade curada.
Estou pronta para, se for da vontade de Deus, ser sim uma parlamentar em 2014.
Marisa Lobo
Coordenadora Campanha Nacional MACONHA NÃO

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Governo ordena liberação de verba para entidades cristãs que trabalham na recuperação de dependentes químicos


http://www.portalfiel.com.br

O governo federal decidiu liberar recursos para as comunidades terapêuticas ligadas a denominações evangélicas e católicas, através da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

A decisão ocorre às vésperas da votação do projeto de lei que prevê internação compulsória para dependentes químicos.

As organizações não governamentais que gerenciam centros de recuperação e tem seu trabalho comprovadamente bem sucedido, estão agora numa lista que será analisada até junho pelo secretário interino, Mauro Roni Lopes da Costa.

Em entrevista ao jornal O Globo, Costa afirmou ser “uma questão de honra” que os projetos sejam analisados e classificados para a assinatura dos convênios, que viabilizarão o repasse das verbas.

Costa disse ainda que a ordem para que essas entidades recebam recursos da Senad veio diretamente da presidente Dilma Rousseff, através da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman: “[A orientação é] que se pactue logo, que se viabilize logo a política pública, e elas têm razão. Estamos fazendo isso, correndo atrás, todo mundo trabalhando. É ordem deles que essa é uma ação prioritária, e assim nós iremos encarar e assim nós temos feito”, pontuou.

A decisão do governo de repassar verbas para as comunidades terapêuticas ligadas a igrejas causou contrariedade na antiga responsável pela pasta, Paulina Duarte. Devido a essa nova diretriz, a ex-secretária deixou o cargo sob argumento de que assumirá uma nova função na Organização dos Estados Americanos, em Washington.

O pastor Everaldo Dias Pereira, vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), afirmou em seu blog que a decisão pode ser apenas uma estratégia política.

“É aquela história do ‘leite derramado’ que aqui se aplica. Ou seja, dizer: Por que só agora? Será que é apenas porque o Planalto começa a perceber que vem desagradando aos evangélicos e que eles já começam a ficar ressabiados com a presidente Dilma e tendendo a mudar de voto? Será que eles vêm com essa história de liberar verba pra recuperação de dependentes químicos pensando que os evangélicos não têm senso crítico? A possível iminência da perda do apoio evangélico deve estar mesmo tirando o sono das equipes palacianas”, afirmou o pastor, que é um dos cotados para ser o candidato do PSC à presidência da República em 2014.

domingo, 21 de abril de 2013

App brasileiro ajuda a encontrar pessoas desaparecidas




Uma startup brasileira desenvolveu uma plataforma que promete ajudar na localização de pessoas desaparecidas e que em breve poderá auxiliar a segurança pública nacional a criar um banco de dados oficial.

A ideia de criar o aplicativo Find People partiu de Johnny Hederson, de apenas 19 anos. Com a ajuda dos amigos Leandro Neves, 31 anos, Daniel Amaral, 22 anos, e Bruno Lira, 21 anos, fundou a startup IlhaSoft, responsável pelo desenvolvimento do app.

O programa já possui 458 pessoas desaparecidas cadastradas, mas qualquer um pode inserir um novo registro. Basta preencher o banco de dados com informações como idade, nome, data de nascimento, foto e último lugar onde foi vista.

Ao receber um novo cadastro a equipe da startup entra em contato com o usuário para checar as informações. Ao verificar a autenticidade, a pessoa desaparecida é inserida no banco de dados.
Mas o programa não faz o acompanhamento dos casos e a ajuda nas buscas fica a cargo dos próprios usuários, que podem compartilhar as informações em redes sociais.

A inclusão dos dados e a pesquisa por pessoas desaparecidas podem ser feitas por meio de aplicativo para Android, iOS ou Windows Phone e pela plataforma web.

Mas pelo celular o programa fornece mais interação. O aplicativo traz recursos como mapa, que através de sua localização, exibe os desaparecidos que foram cadastrados próximo ao endereço onde você está.

Queremos interligar o app com os conselhos tutelares, delegacias e outros órgãos. Assim, quando um desaparecido for cadastrado em nosso sistema, medidas como aviso em aeroportos, rodovias e rodoviárias, poderão ser tomadas o mais rápido possível, afirmou.

Rei do Tech, via INFO

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Corrupção Praga mundial - Suborno, desvio de verbas e fraude provocam perdas econômicas de 1 trilhão de dólares por ano




Subornos, desvios de verbas e fraudes provocam perdas econômicas mundiais de 1 trilhão de dólares por ano. Organizações internacionais procuram meios de detectar, controlar e punir os responsáveis pelo rombo. Aqui e em todo o planeta
 



Por Clarissa Furtado, de Brasília


Propina, caixinha, pedágio. É tudo suborno, um dos tipos mais comuns de corrupção. Pode envolver burocratas, como Maurício Marinho, dos Correios brasileiros, filmado quando recebia uma propina de 3 mil reais. Mas não é prerrogativa dos países em desenvolvimento, pois em 1976 o príncipe consorte da Holanda, Bernardo, casado com a rainha Juliana, foi acusado de receber 1,5 milhão de dólares da Lockheed, fabricante norte-americana de aviões, que disputava uma concorrência para fornecer caças para a aviação daquele país. A comissão que investigou o caso não conseguiu obter provas, mas o príncipe caiu em desgraça e foi proibido de usar títulos militares. Na década de 90, na Itália, a operação Mãos Limpas constatou que Giulio Andreotti, cinco vezes primeiro-ministro, se beneficiava de ligações perigosas com a máfia. Mesmo o respeitado presidente françês Valéry Giscard d 'Estaing não conseguiu preservar sua reputação depois das acusações de ter recebido diamantes de presente do ditador da República Centro-Africana, Jean-Bédel Bokassa, em troca de apoio político. O mal também afeta o setor privado, como aconteceu na empresa de energia norte-americana Enron, cujas práticas contábeis prejudicaram os acionistas. No final das contas, a sociedade arca com o prejuízo, pois o custo da corrupção acaba embutido no preço dos bens e serviços ou no aumento de tributos pagos aos governos. 

A praga da corrupção provoca perdas econômicas da ordem de 1 trilhão de dólares anuais, segundo estimativa do Banco Mundial. E os danos são proporcionalmente maiores para os pobres, como lembrou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, no final de 2003, quando foi assinada a Convenção da ONU que se tornou o primeiro instrumento global de combate à corrupção. No meio do fogo cruzado que atingiu o governo federal, por causa do escândalo do "mensalão ", o presidente Lula tratou de ratificar a Convenção da ONU e passar um sinal para a sociedade. Foi o 26.º país a fazer a ratificação e faltam apenas mais quatro para que ela entre em vigor.

Mutirão É crescente a mobilização internacional para combater a corrupção e o suborno. A iniciativa pioneira coube à Câmara Internacional de Comércio, organização sediada em Paris, que em 1977 lançou um conjunto de regras sobre o que as empresas deveriam fazer para debelar a corrupção. Em 1997 foi a vez da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, da sigla em inglês) adotar o primeiro instrumento para combater o suborno em negócios internacionais. Todos os 30 membros da OECD assinaram a convenção que criminaliza esse tipo de procedimento e que teve a adesão de seis países não membros, entre eles o Brasil. O Banco Mundial, por sua vez, só concede financiamentos para obras de infra-estrutura em que as regras de transparência e controle de corrupção sejam claramente cumpridas. Em janeiro deste ano, um grupo de empresas da área de mineração, metalurgia e construção civil aproveitou a assembléia do IV Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e lançou uma iniciativa para coibir as práticas de suborno e extorsão. Petrobras e Petróleos Ipiranga são as empresas brasileiras incluídas nas 67 que subscreveram a iniciativa, em cooperação com a Transparência Internacional e o Instituto de Governança de Basiléia, na Suíça.

Para Geraldine Joslyn Fraser-Moleketi, ministra de Serviços Públicos e Administração da África do Sul e uma das palestrantes do IV Fórum Global de Combate à Corrupção, realizado em Brasília no começo de junho, o movimento global anticorrupção avançou, "mas trata-se de um processo relativamente recente, que só se formalizou na última década. Até então, era uma característica líquida e certa dos negócios realizados no mundo ". Para a ministra, o fortalecimento surgiu em razão de três tendências mundiais: o interesse maior pela democracia, o crescimento do crime organizado e a globalização. 

Apesar do esforço internacional para atacar a corrupção, ainda não existe uma definição universalmente aceita para o termo e a legislação para combatê-la varia de um país para outro. O objetivo da Convenção da ONU é justamente buscar um padrão comum para prevenir e combater a corrupção. Tirar proveito de um cargo ou do poder público para um ganho privado é a definição mais comum no aparelho de Estado. Para Daniel Kaufmann, diretor de governança global do Banco Mundial, a definição é imprópria, pois o ônus do conceito recai apenas sobre os funcionários públicos, desconsiderando o papel dos corruptores. Além disso, supõe que todos os atos legais não são corruptos, "o que nem sempre corresponde à realidade ". 

Percepção Também é muito difícil mensurar o fenômeno, porque a maioria dos dados usados pelo Banco Mundial e por outros órgãos que se dedicam a estudar o assunto, como a Transparência Internacional, são baseados em pesquisas que lidam com a percepção da corrupção e não com provas concretas sobre o assunto. Como os corruptos não costumam passar recibo de suas transações, é difícil medir com precisão o tamanho do problema. A maioria dos estudos baseia-se em questionários endereçados a empresários e entidades, como as agências de classificação de risco de mercados. Nas consultas, as pessoas são incentivadas a dizer se já presenciaram episódios de corrupção e se acreditam que o problema existe. Assim, pode acontecer que a divulgação de casos e escândalos, mesmo que resultem de ações para coibir a corrupção, faça aumentar a percepção para esse tipo de crime e piorar a classificação de um país no ranking mundial.


"O problema de todas essas medições é que elas não têm base empírica. Eu poderia antecipar praticamente todas as conclusões dos estudos do Banco Mundial. O ranking acaba refletindo vários preconceitos, de que a América Latina, por exemplo, é mais corrupta do que os Estados Unidos e de que os países nórdicos são praticamente livres desse mal ", afirma Fernando Limongi, professor do departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP). Para ele, o problema deve ser muito maior do que o noticiado nos Estados Unidos, por exemplo, onde o sistema de financiamento político de campanhas é extremamente frágil e sujeito a troca de favores entre as grandes indústrias e o governo. (leia o quadro na pág. anterior). "O que acontece nos países mais desenvolvidos é que a imprensa acoberta fatos. Assim como na França, onde o presidente durante anos teve outra família e isso nunca foi divulgado, inúmeros casos de corrupção podem estar escondidos e a impressão que temos é que é um país livre desse tipo de coisa ", diz. 

Um dos poucos consensos sobre o tema é que a corrupção funciona como outras escolhas econômicas: o corrupto compara os benefícios que terá ao praticar atos ilícitos com o risco de ser descoberto e punido - por exemplo, pena de prisão ou de ter seus bens tomados pela Justiça. "No Brasil, a chance de alguém ser condenado por corrupção é mínima. Do ponto de vista estatístico ou econômico, acaba sendo um excelente negócio ", diz Lucas Rocha Furtado, procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). 

Conjuntura "A corrupção não acontece porque as pessoas são más, existem causas objetivas que estão no arcabouço institucional e administrativo do país. Para combatê-la é importante identificar quais são as vulnerabilidades no processo decisório que favorecem atitudes incorretas e tentar limitar esses problemas. Por isso seria necessário que a administração pública se conhecesse melhor ", avalia Cláudio Weber Abramo, diretor executivo da organização não-governamental Transparência Brasil. Para diminuir a corrupção, é necessário fazer reformas institucionais, como a aprovação de uma emenda constitucional para que o cumprimento do Orçamento federal seja obrigatório, propõe Abramo. Atualmente, o Orçamento é elaborado pelo Executivo e aprovado pelo Congresso Nacional, mas os recursos nem sempre vão para os lugares previstos. José Antônio Moroni, do Instituto de Estudos Sociais e Econômicos (Inesc), concorda, pois "o Orçamento federal virou um meio de barganha entre Executivo e Legislativo. As emendas parlamentares, por exemplo, acabam sendo um instrumento de pressão sobre o Executivo. As constantes mudanças no Orçamento reduzem a transparência dos dados e do controle pela sociedade ".

Na avaliação de Abramo, outro problema no Brasil é o excesso de cargos de confiança no governo federal, que chegam a 19,2 mil, ante 5 mil nos Estados Unidos, por exemplo. "Eu gostaria de saber quem são esses milhares de pessoas, o cargo que elas ocupam e por quem foram indicadas, mas não temos acesso a essa lista ", afirma. Para ele, o escândalo recente dos Correios é um exemplo do risco de corrupção associado aos cargos em comissão, já que o ex-diretor de administração da estatal Antônio Osório Batista foi um dos nomes indicados pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em troca do apoio político ao governo. No entanto, não há garantia de que o servidor aprovado em concurso será mais honesto do que aquele nomeado. Jorge Hage, subcontrolador-geral da União, por exemplo, defende essa tese lembrando que o subordinado de Batista nos Correios, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho, é um servidor de carreira. Nem sempre os cargos de confiança são ocupados por pessoas alheias à empresa. Em diversas estatais, os estatutos limitam o acesso de profissionais externos a um número bastante restrito, cerca de um ou dois, como, por exemplo, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Em outros casos, como no Banco Popular, ninguém de fora pode ser nomeado.

Reconstrução O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, argumenta que a corrupção acontece quando as instituições públicas estão enfraquecidas, ficando mais suscetíveis à pressão privada. "Por isso, o combate eficaz à corrupção implica na reconstrução das instituições, no aperfeiçoamento da integração entre elas e na transparência da gestão ", afirma. Uma alternativa, propõe Lucas Furtado, procurador do TCU, é controlar melhor os atos em que o gestor público tem discricionariedade, ou seja, pode agir com ampla liberdade. "Quando tal poder é exercido para a liberação de recursos públicos e não há acompanhamento e fiscalização sistemáticos, aumenta muito a chance de corrupção. " Para Abramo, da Transparência Brasil, falta um órgão totalmente independente e autônomo para diagnosticar e punir casos de abuso de poder.


No formato atual, a Controladoria Geral da União (CGU) tem o papel de examinar e auditar as contas dos ministérios e das prefeituras, mas não tem poder de sanção sobre os outros órgãos do governo. Os relatórios produzidos pela CGU são encaminhados aos ministérios e ao TCU para que sejam tomadas providências administrativas, mas nada garante que as determinações serão cumpridas. Em alguns casos, as conclusões da CGU vão para o Ministério Público (MP) ou para a Advocacia Geral da União, que têm a responsabilidade de propor ações penais ou civis. O TCU também opera com certas restrições, pois pode punir irregularidades no setor público, mas os acusados têm a possibilidade de recorrer ao Poder Judiciário e obter decisões favoráveis.

Já a punição penal depende sempre da proposição de ações pelo MP, baseadas em inquéritos policiais. Nesse ponto, aparece mais um problema. Promotores e delegados de polícia raramente trabalham em parceria, o que dificulta a obtenção de provas que sejam aceitas pelos juízes. Marcelo Mendroni, promotor do estado de São Paulo, conta que, em 1975, a Alemanha mudou seu código penal e deu ao promotor de justiça a responsabilidade de dirigir os inquéritos. Todos os países da Europa seguiram o exemplo a partir da década de 80 e, segundo Mendroni, tiveram com isso uma grande redução na criminalidade e na corrupção. "Aqui, o MP fica absolutamente à mercê da polícia, e muitas vezes os inquéritos não trazem provas suficientes ", diz. 

Nas raras vezes em que há uma cooperação maior, como no caso das forças-tarefas da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público e a Receita Federal, o resultado são operações bem-sucedidas de desmonte de redes de corrupção. O problema é que a PF não tem estrutura nem poder para investigar todo tipo de crime e se concentra nos crimes classificados como federais. Para Sílvio Marques, também do MP paulista, existe pouco diálogo entre o MP e os órgãos de administração, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por acompanhar operações financeiras suspeitas. Vencidas todas essas dificuldades, as ações começam a correr, mas surge então outro obstáculo: a possibilidade de inúmeros recursos contra as decisões da Justiça, permitidos pelos códigos de processo civil e penal. 

O exemplo chileno mostra que é possível ter sucesso no combate à corrupção. O Chile está entre os países com avaliação positiva no ranking do Banco Mundial por tomar diversas providências: reduzir o número de cargos preenchidos por indicação política de 3,5 mil para 700; aprovar lei sobre financiamento público de campanhas eleitorais; melhorar as normas sobre licitações; e incentivar as compras eletrônicas pelo governo. No Brasil, o presidente assinou, em maio passado, um decreto obrigando que todas as compras governamentais de valor inferior a 650 mil reais sejam feitas pela internet. Além disso, os chilenos podem controlar pela internet como estão votando os parlamentares, o que aumenta a consciência política e o controle da sociedade.

domingo, 7 de abril de 2013

Projeto de pastor para viciados em crack já recuperou 1,5 mil pessoas


Projeto de pastor para viciados em crack já recuperou 1,5 mil pessoas

O projeto da Igreja Evangélica Batista foi idealizado há cinco anos pelo pastor Humberto, um ex-usuário de cocaína; Atualmente, são 380 internos em tratamento e mais de 1.500 totalmente recuperados.
Costela de boi, pernil de porco, 12 temperos secretos. Sabores apurados em pelo menos sete horas de fogo. Um churrascão para 1.500 pessoas. Católicos do interior paulista ajudando, cheios de gosto, uma igreja de Moçambique, na África.
"A paróquia que nós ajudamos lá faz 50 anos e não tem dinheiro para comprar um altar, então, esse almoço é para fazer um altar lá em Moçambique", diz o padre Jocelir Vizioli, da Igreja Nossa Sra. de Caravaggio.
Destreza de gaúcho de Passo Fundo, para comandar o churrasco, senso de humor afiado para responder à pergunta inevitável: E o pecado da gula, como é que fica?
"Ah, hoje esquece o pecado da gula. Hoje é tudo para a glória de Deus", diz o padre Jocelir.
Padre Jocelir chegou a Rio de Claro, estado de São Paulo, há 12 anos. De lá para cá, foi preciso até erguer igreja nova para acolher multidões. Com um detalhe: a maioria é de jovens.
"A Igreja, como toda a sociedade, ela vive suas dificuldades. Crises, em todos os sentidos, mas eu acho que também é um momento muito profundo, um momento de purificação. A Igreja tem que abrir novos horizontes. Caridade. Principal. Mais que a fé. Olha, e praticar. A fé sem obras é morta, e isso é bíblico, é São Paulo. Então, eu acho que a pessoa que pratica a caridade, com suas virtudes, é muito acima do que ficar rezando o dia todo. Deus precisa muito mais, afinal, o segundo maior mandamento de Deus, qual é? Amar o próximo como a si mesmo", declara o Padre Jocelir.
Principalmente quando o próximo precisa de perdão e de uma nova chance. Como Edgar e Genivaldo, que agarraram a mão estendida pelo padre.
"O problema do preso é o seguinte: o preso, quando ele ganha liberdade, ele sai na rua e não tem a confiança de ninguém. Ele não tem a confiança de ninguém. Então, o padre, ele foi a pessoa que já foi abrindo as portas pra mim", diz Genivaldo Santana, serralheiro.
"Quando você se sente útil, você se sente necessário. Isso aí é um combustível para você trabalhar. Para você viver", diz Edgar de Jesus, mecânico.
O padre deu uma força até na vida afetiva. Os dois reencontraram o amor dentro da igreja.
"Eu nunca tive preconceito dele, isso jamais passou pela minha cabeça. Porque as pessoas me criticavam, sabe? ‘Ah, você não merece uma pessoa assim, você merece coisa melhor'", declara Ana Aparecida dos Santos, aposentada.
"É sempre aquela palavra forte, né, se envolvendo com ex-presidiários, como se eles não fosse ninguém. E não é assim", conta Carla Cristina Lucindo, operadora de montagem.
Assim como Edgar e Genivaldo, centenas de presos em regime semiaberto já trabalharam nas obras do padre. Ajudaram a construir a própria igreja. E um centro social, no bairro mais pobre da cidade. Eles recebem um salário e têm a pena reduzida. A próxima obra, quando passar o período de chuva, será uma quadra poliesportiva.
A música tem papel fundamental nas missas. Os fiéis lavam a alma. Mas segundo o padre, o grande segredo está no acolhimento, com um toque bem pessoal. "O povo hoje quer muito, eu diria assim, de tocar. Hoje o povo tem necessidade. Já que vivemos no mundo do individualismo, que ninguém mais quer que se toque, esse toque faz diferença", declara o padre Jocelir.
Terminada a missa, o padre conversa individualmente com todas as pessoas que quiserem, o que às vezes entra pela madrugada. A fila é grande.
"É a verdadeira paz interior, vale à pena você ficar esperando. E já fiquei esperando até mais, né, Rê? E vale a pena mesmo, é muito bom. Sai daqui leve, livre, coração aberto", declara Lúcia Cristia Rúbio, desempregada.
Vendo o rebanho crescer, enquanto o número de católicos diminui, o padre acredita que a fé está acima das igrejas. "Vou ser bem sincero. Eu não vejo a Igreja evangélica como rival. Por quê? Primeiramente nós não temos Deus em uma gaiola como só nosso. Deus é de todas as religiões. Então, muitas vezes, ‘ah, vou virar evangélico'. Louvado seja Deus, se você vai viver uma coerência, seja evangélico. É melhor ser um bom evangélico do que um péssimo cristão. Porque não basta simplesmente dizer ‘eu sou cristão.  Mas você participa? Não. Vai à Igreja? Não. Você vai à missa? Não. Você ajuda? Que cristão que é?", indaga o Padre Jocelir.
Pois é. Nos dias de hoje quem se habilita a ajudar, por exemplo, gente já abandonada por quase todo o mundo caída no inferno das drogas? Aqui na região da Cracolândia, em São Paulo, há cristãos enfrentando esse desafio todo santo dia. 
Muitos são ex-drogados, no último estágio de um processo de recuperação. O projeto da igreja evangélica batista, que ganhou o nome de Cristolândia, foi idealizado há cinco anos, por um pastor. Ele próprio um ex-usuário de cocaína, limpo há 28 anos.
"Aqui não existe religião, aqui não existe cor, nada. Pode vir todo mundo, entra, toma café, almoça, janta com a gente. Nós temos eles como parte da família, são os nossos irmãos em Cristo. Então, eu não vou jogar meu irmão na rua. Então, aqui ele não tem pressa de ir embora. Aqui o tratamento é lento porque as drogas deixaram muitas sequelas, e eu acho que é passo lento", diz o pastor Humberto Machado, 1ª Igreja Batista de São Paulo.
As calçadas próximas amanhecem cheias de gente. Sempre há gente nova, mas também muitos que ainda não decidiram mudar de vida. Para todos, o acolhimento é o mesmo.
Comida, banho, roupa limpa, conversa para quem quer conversar.
Depois, os veteranos, de camiseta amarela, usam a música para tocar os corações e buscar lá dentro um pouco de esperança. Lá nasceu o coral da Cristolândia, que já tem 400 integrantes entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Somando o pessoal dos projetos de Recife, Brasília e Belo Horizonte, já são quase 800 vozes.
E tudo começou por acaso, um dia, conta o filho do pastor.

"A gente resolveu do nada pegar um violão e cantar ‘Nada Além do Sangue' no final, e a Igreja chorou. Foi um chororô vendo esses meninos levantando as mãos, dizendo que é livre. E aí só foi mais bênção e mais homens entrando nesse coral", conta Gerson Gabriel.
Os de branco estão no começo. Vieram ontem, dormiram aqui e serão encaminhados a uma fazenda do projeto para começar o tratamento, sem remédios, que pode durar dois anos. Uma decisão e tanto, que a música favorece.
"Toca o coração da gente, sabe? A bondade, a paz, a tranquilidade que esse lugar nos traz. Entendeu? É gostoso isso. A gente se sente bem, se sente livre, essa é a verdade", diz Olindo Gonçalves.
"Pretendo continuar o resto da minha vida aqui. Porque fui tentar me reintegrar à sociedade e não consegui. Para mim, só a obra de Deus mesmo. Porque é através do vazio que a gente acaba indo para as drogas, achando que a droga vai preencher o vazio, mas não é. É Deus que preenche", declara Wagner Gomes.

Quem chega ao fim do tratamento é livre para seguir seu próprio caminho ou continuar por aqui, ajudando. Muita gente fica.

"Eu sou livre, eu sou livre... Nada além do sangue, nada além do sangue de Jesus", canta o pastor.
A canção que deu origem ao coral é de um dos maiores astros do gospel no Brasil: o Pastor Fernandinho.
Em um show, numa grande casa de espetáculos do Rio de Janeiro, o coral da Cristolândia foi convidado a se apresentar. Dezoito mil pessoas cantaram junto.
O ritmo é rock'n'roll, até bem pesado, às vezes. As canções, dessas que não saem mais da cabeça. "Ela pode ser uma isca, né? Na verdade, é muito mais do que a religião em si, mas para o que a gente prega que é Jesus Cristo; colocar Jesus Cristo na vida das pessoas", diz Fernando dos Santos Junior, pastor da Igreja Batista.
O pastor mora com a família em Campos, no interior do Rio de Janeiro. E se apresenta toda quinta-feira em um templo da Igreja Batista, novinho em folha.
"Os cultos já eram muito lotados, mas se tornaram impossíveis continuar no templo antigo, que não é um templo pequeno. Mas aí tivemos que, pela afluência tão grande de gente, fazer o templo novo aqui. São 2750 cadeiras. Já está lotado", declara o Pastor Éber Silva, 2ª Igreja Batista de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
E também aqui, se observa o mesmo fenômeno: maioria de jovens entre os fiéis.
"Eles querem algo que mexa com a cabeça deles, algo que preencha o coração deles. E isso se chama Jesus Cristo", diz Fernandinho.
"Então, na hora da palavra mesmo, eles param, escutam, e muitos jovens saem de lá transformados. Revendo muitas coisas na vida", diz Paula Cristina.
A parceria do casal vem de longe. Da juventude dentro da igreja e da descoberta de que compartilhavam um projeto.
"A Bíblia diz que a fé sem obras, ela é morta. Ou seja, se eu digo que acredito em alguma coisa, eu tenho que viver de acordo com aquilo que eu acredito. Quando eu digo que sou um cristão evangélico, eu não estou falando que eu sou um inimigo do católico. De forma alguma. Apenas eu olho de uma janela diferente", explica Fernandinho.
O pastor da Cristolândia segue essa mesma linha e acha que as igrejas só serão eficientes no mundo atual se conseguirem abrir efetivamente as portas para o próximo.
"Você encontra boates, motéis, bares, traficantes, drogados, só não encontra a Igreja. Todas elas estão fechadas. Então, um traficante me olhou, logo no começo do trabalho, ‘por que chama a Igreja de hospital?' É um hospital fechado e eu dou atendimento 24 horas. E aí eu tomei uma decisão de abrir uma Igreja 24hs, de atendimento dia e noite. E daí, nós iniciamos esse trabalho", conta o Pastor Humberto.
Atualmente, são 380 internos em tratamento. Totalmente recuperados, mais de 1.500. É ou não é uma boa notícia?

Fonte: GLOBO REPÓRTER 30/03/2013


sábado, 6 de abril de 2013

Investigação internacional revela nomes de usuários de paraísos fiscais



LONDRES, 04 Abr 2013 (AFP) - Uma investigação publicada nesta quinta-feira pelo The Guardian e por outros meios de comunicação internacionais revela as identidades de uma série de personalidades com interesses em paraísos fiscais, entre eles o presidente do Azerbaijão, uma pessoa próxima do presidente francês François Hollande e a baronesa espanhola Carmen Thyssen. 
A investigação, dirigida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), com sede em Washington, é resultado de 15 meses de análises minuciosas de dois milhões de e-mails e de outros documentos, principalmente das Ilhas Virgens Britânicas, que incluíam detalhes de "mais de 122.000 companhias em paraísos fiscais", segundo o jornal britânico. 
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e sua família figuram entre os nomes mais conhecidos, embora o The Guardian afirme claramente que a inclusão na lista não significa que tenham "agido ilegalmente", mas que tenham utilizado uma jurisdição que lhes oferece segredo. 
Segundo o jornal, três companhias foram criadas em 2008 em nome das duas filhas de Aliyev, Arzu e Leyka, nas quais aparece como diretor um rico executivo, Hassan Gozal, cuja construtora obteve importantes contratos no Azerbaijão. Uma quarta empresa, criada em 2003, tem como proprietários o presidente e sua esposa. 
O tesoureiro da campanha eleitoral de Hollande em 2012 também é, segundo esta investigação, acionista de duas empresas nas Ilhas Cayman, uma revelação que pode enfraquecer ainda mais o presidente francês, afetado pela acusação de seu ex-ministro do Orçamento Jerôme Cahuzac por fraude fiscal. 
A baronesa espanhola Carmen Thyssen-Bornemisza, conhecida colecionadora, "utilizou canais offshore para comprar obras de arte - incluindo o "Moinho de água em Gennep de Van Gogh - das (casas de leilão) Sotheby's e Christie's em Londres", ainda segundo o jornal. 
O jornal informa que seu advogado "reconheceu benefícios fiscais por possuir arte em paraísos fiscais, mas insistiu que (a baronesa) buscava principalmente a flexibilidade máxima para mover obras de arte de um país a outro". 
Outros nomes que aparecem nesta investigação são o da filha do ex-presidente filipino Ferdinand Marcos, Maria Imelda Marcos Manotoc, do ex-ministro das Finanças da Mongólia, Bayarsogt Sangajav, da esposa do primeiro vice-primeiro-ministro russo, Olga Shuvalova, e da americana Denise Rich, cujo marido Marc Rich foi perdoado pelo ex-presidente Bill Clinton por uma condenação por evasão fiscal. 
Uma rede de jornalistas de 36 meios de comunicação de todo o mundo teve acesso a um disco rígido de 260 gigabytes com vazamentos de duas empresas que oferecem serviços em paraísos fiscais, uma de Cingapura e outra das Ilhas Virgens Britânicas.



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