quarta-feira, 22 de abril de 2026

Um amigo de Deus: A incrível história de Stanley Tam

 


A incrível história de Stanley Tam

Stanley Tam tinha 21 anos e tentava abrir seu próprio negócio em plena Grande Depressão. Era trabalhador e persistente, mas acabou falindo. Dirigindo pela estrada com apenas 33 dólares no bolso e prestes a desistir, ele se voltou para sua fé recém-descoberta. Encostou o carro e parou para orar. Deus o esperava ali. Stanley desabafou sobre sua decepção e frustração. Por fim, Deus sussurrou a resposta: “Stanley, entregue tudo a mim.”

Stanley passou o resto da vida fazendo exatamente isso. Ele começou continuando a fazer as mesmas coisas que fazia antes, trabalhando duro e dando o seu melhor. Mas desta vez, ele fazia tudo para Deus, não para si mesmo. Ele decidiu entregar 100% da propriedade legal de sua empresa a Deus! Seu negócio? Começou a prosperar e gradualmente se transformou em uma corporação de sucesso, a US Plastic, que fatura mais de 60 milhões de dólares anualmente.

Mas Stanley não ficou rico, pelo menos não em dólares. Ele recebia um salário e vivia modestamente com sua bela esposa Juanita, criando suas quatro filhas em Lima, Ohio. Sua empresa havia sido entregue a Deus e, ao longo dos anos, doou mais de 80 milhões de dólares para apoiar a propagação do evangelho de Jesus Cristo pelo mundo. Essa história é contada em seu livro, " Deus é Dono do Meu Negócio".

Mas tudo começou com uma oração e uma resposta à beira da estrada. Ouvir Deus falar com ele em seu carro tornou-se um tema recorrente em sua vida. Ele se lembra da manhã em que Deus pareceu falar com ele claramente novamente: “Stanley, você nunca vai ser ninguém na vida, a menos que me dê a primeira hora de cada dia”. Esse foi mais um momento com Deus que mudou sua vida.

Sua filha Candy lembra: “Se eu acordasse cedo, ele estaria na sala de estar, lendo a Bíblia e orando, todos os dias”. A oração tem sido o alicerce do poder de Deus em sua vida, e isso se reflete em sua generosidade extraordinária e também em seu compromisso de vida em compartilhar sua fé. Ele dizia que teria medo de parar de orar.

O livro de Stanley, publicado no Brasil pela 
Editora Betânia.

Na década de 1940, o Senhor estava inspirando Stanley a ir até sua comunidade e conversar com pessoas que não conheciam Jesus. Mas Stanley era tímido e não sabia como fazer isso. Ele teve a ideia de comprar alguns filmes cristãos e levá-los às casas das pessoas para exibi-los. (Isso foi antes da televisão.) Por mais de sete anos, ele saiu duas noites por semana e passou essas noites nas casas das pessoas, mostrando filmes do evangelho e compartilhando sua fé.

Ele também escreveu um folheto de doze páginas compartilhando as Escrituras e testemunhos, e o incluiu na embalagem de todos os produtos que enviavam pelo correio: até 1.200 pacotes por dia. Ao longo dos anos, isso resultou em milhares de telefonemas, cartas e e-mails de pessoas que queriam saber mais. Stanley afirma que cerca de 25 pessoas por mês tomaram decisões por Cristo que, de alguma forma, começaram com o folheto.

Uma crise surgiu na vida de Stanley e Juanita em 1977, quando ele adoeceu. No início, ele apenas começou a se sentir cansado. Por mais de 25 anos, ele havia viajado frequentemente para igrejas nos fins de semana. Ele passava esses fins de semana encontrando leigos e os encorajando a dedicar suas vidas à oração e ao testemunho de Jesus. Agora, ele mal conseguia passar o dia, quanto mais viajar, e quando começou a ter sangramento, foi ao médico. O diagnóstico foi câncer ósseo metastático. Seus exames e tomografias mostraram tumores em pelo menos três locais. O médico foi franco: ele tinha, na melhor das hipóteses, dois anos de vida.

Muitas pessoas começaram a orar por ele, incluindo milhares em todas as igrejas e missões que ele havia impactado. Stanley se lembra da noite no hospital, quando orou até que Deus lhe desse paz em relação a tudo. Ele apenas pediu a Deus que o ajudasse a ser a melhor testemunha possível antes de morrer, caso Ele escolhesse não curá-lo. E ele encontrou grande conforto em João 15:16, onde Jesus ensinou seus discípulos no cenáculo: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome”.

Naquele dia, 19 de outubro de 1977, Deus tocou Stanley. No dia seguinte, os médicos ficaram surpresos ao constatar que não havia nenhum sinal de câncer, após exames exaustivos, e ele recebeu alta. Será que ele estava curado? Algumas semanas atrás, Stanley comemorou seu centésimo aniversário contando a uma sala cheia de amigos algumas das histórias dos milagres de Deus em sua vida!

Cerca de três semanas após a cura de Stanley, um missionário nas Filipinas escreveu-lhe: “O que aconteceu com você no dia 19 de outubro? Deus me acordou no meio da noite e colocou você em meu coração. Orei por você durante cerca de uma hora, com uma profunda preocupação me oprimindo. Então, o fardo subitamente se dissipou e consegui voltar a dormir.” Stanley sabe que Deus ouviu orações como essa e respondeu.

Ele não desperdiçou os anos desde sua cura. Como empresário, mantém registros e números organizados. Segundo esses registros, ele ajudou mais de 40.000 pessoas a tomarem a decisão de seguir a Cristo, além de todo o seu apoio a missões. Quando questionado sobre isso, ele responde prontamente: “Isso é uma gota no oceano. Penso nos milhões e milhões que não sabem que podem ser salvos para a eternidade. É por isso que oro.”

O grande Dennis Kinlaw, pregador icônico e ex-presidente da Universidade Asbury, disse: “Stanley não conseguiria viver sem se comunicar com Deus. Para muitos cristãos, Deus é um ‘acréscimo’, mas o tempo com Deus é o centro da vida de Stanley Tam. Ele sabe quais são os pensamentos mais recentes de Deus a seu respeito. A maioria das pessoas não sabe!”

Há algum tempo, Stanley finalmente se mudou para uma casa de repouso onde tem seu próprio apartamento, mas faz as refeições em um refeitório com os outros residentes. Questionado se estava gostando do novo ambiente, ele disse: “Muito. Há 151 pessoas morando aqui além de mim. Até agora, tive a oportunidade de falar sobre Jesus para 53 delas!”

A oração tem um efeito cumulativo. A vida de Stanley é um testemunho do que pode acontecer se caminharmos firmemente com Deus em oração e obediência dia após dia, e formos abençoados por permanecermos e vermos os resultados.

Wesleyan Life


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Como encontrar esperança nas dificuldades: conheça o e-book gratuito Auxílios da Bíblia e fortaleça sua fé

 

Há uma certeza que se apresenta a todos na vida: Cada um de nós, num momento ou noutro, passará por dificuldades. Dificuldades que podem se manifestar das mais diversas formas, de doenças a questionamentos sobre o sentido da vida.

Neste e-book reunimos respostas e direcionamentos da Bíblia Sagrada para ajudar aqueles que enfrentam dificuldades.

Seja qual for a sua religião, ou mesmo se você não possui uma, saiba que nas Escrituras um oásis de sabedoria milenar está à sua disposição, para ajudá-lo.

Este é um e-book breve e bastante prático, composto de textos independentes, feitos como pequenos roteiros, a serem lidos e consultados sempre que necessário; você também pode utilizá-los como estudos guiados, aumentando seu conhecimento das verdades eternas.

Esperamos que tais auxílios possam trazer esperança e entendimento, paz e conforto ao seu coração.


OPÇÕES DE DOWNLOAD:

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Disponível também na Amazon, gratuito para assinantes Kindle Unlimited, AQUI.


sexta-feira, 20 de março de 2026

As coisas sempre foram assim - Um retrato da nossa miopia política

 


Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula para uma experiência. No meio, uma escada, e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão. 

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada, atribuindo a inconveniente água fria à atitude do macaco. Dentro de algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, mas foi imediatamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto, e, afinal, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas
então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

Se possível fosse perguntar a algum deles por que eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

– Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui!

Vamos trazer para a arena política, espaço vital de tantos néscios: Os macacos do experimento são feito os militantes de esquerda e de direita, que repetem padrões e agendas, sem maiores reflexões, reféns do comodismo de manada e sob o argumento, inconsciente até, de que “as coisas sempre foram assim neste lado do mundo”.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A Velhice Feliz: 200 Citações sobre a Terceira Idade (e-book grátis)

 



A velhice é uma das fases mais singulares da experiência humana. Nela, o tempo deixa de ser apenas medida e passa a ser memória; os dias já não se acumulam, mas se aprofundam. Envelhecer é carregar no olhar a soma das alegrias, das perdas, das escolhas e das esperanças que moldaram uma vida inteira. É quando a existência, mais do que corrida, torna-se testemunho.

Nas frases aqui reunidas, ecoam a sabedoria adquirida, a esperança consolidada, a ironia serena, a lucidez tardia e, por vezes, a delicada melancolia de quem já percorreu longos caminhos. São palavras que não falam apenas sobre envelhecer, mas sobre viver — com mais consciência, profundidade e verdade.

Ao fim deste volume, apresentamos uma mensagem especial, que celebra a esperança e o verdadeiro sentido da vida. Leia e compartilhe!


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Download grátis: Revista AMPLITUDE n.7 (Jan 2026) - Revista Cristã de Literatura e Artes

 

AMPLITUDE aqui está, firme em seu papel de resgatar, promover, divulgar e viver a literatura cristã em toda a sua vivacidade, singularidade e fortuna.

Neste número, a razão de ser de Amplitude se apresenta em toda a sua força: a poesia e a prosa de ficção ocupam a quase totalidade de nossas cinquenta e nove páginas.

Por sinal, este é um número eminentemente poético: São nada menos que dezenove páginas de poesia.

Nos contos, temos a presença de nomes como Joanyr de Oliveira, Rute Salviano Almeida e o norte-americano Walter Wangerin Jr., que somam-se a Eber Rocha, Seles Gonçalves, Valnei Nascimento da Silva e este que vos escreve.

Abrimos este número com um artigo especial, uma conversa sobre a autopublicação, com dicas práticas e links de interesse.

Falando em especial, fizemos um apanhado de poemas da literatura universal sobre (a Parábola d)o Filho Pródigo, um tema central da cultura cristã, em treze páginas de alta poesia.

Nas seções tradicionais, figuras impactantes e até surpreendentes: Em Jardim dos Clássicos, temos um conto do missionário escocês Robert Reid Kalley, pioneiro do evangelho em nossas terras e na lusofonia.

Em Hot Spots, uma seleção de frases de Henry Ward Beecher, prolífico autor com tão pouca bibliografia em língua portuguesa.

Poeta em Destaque deste número — uma seção que sempre deu espaço a autores vivos — desta vez contempla um nosso irmão já na glória: O lusitano J. T. (João Tomaz) Parreira.

Amplitude ganhou uma nova seção, a Torre de Oração, que buscará apresentar, a cada número, significativas obras do gênero.

E as demais seções? Nossa Pharmacia apresenta textos de autosocorro imediato. Parlatorium continua sua insurgência contra a mediocridade, com frases de impacto e frescor criativo. Notas Culturais traz algumas notícias sobre a cena cultural cristã. Download apresenta três e-books gratuitos que merecem sua leitura, como a antologia que organizamos reunindo os 50 melhores poemas cristãos de Jorge de Lima.

O resto você sabe: Amplitude circula apenas em formato eletrônico, com periodicidade semestral  — e é gratuita, para a glória de Deus.

Pegue seu café, seu chá, seu isotônico, água ou o que for, busque uma sombra — e boa leitura!

 

      Sammis Reachers, editor


PARA BAIXAR O ZEU EXEMPLAR 

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sábado, 27 de dezembro de 2025

Planner Evangélico 2026 para download grátis

 



Veredas Missionárias traz, pela graça de Deus, um novo recurso gratuito para você: Um planner missionário. Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, do executivo à dona de casa, um planner permite organizar, segmentar e rememorar atividades, projetos e compromissos de uma forma prática e, por que não, bonita.



Nosso planner possui páginas como Caderno de IntercessãoIntercedendo pelos Missionários (com espaço para inserção de informações, foto etc.), Organização FinanceiraEsboços para Pregações, Metas para propagar o Evangelho e muitas outras, e ainda TRINTA E UMA páginas em estilo agenda/diário, cada uma com um versículo da base bíblica de missões, e também uma frase missionária DIFERENTES. Assim, você tem um mês de páginas, e, se desejar, pode imprimir o quantitativo de um ano inteiro, compondo assim uma verdadeira agenda missionária anual. 

E lembre-se: Você pode imprimir apenas as páginas/seções que lhe forem úteis. O planner apresenta 11 seções diferentes.

Um recurso GRATUITO para você usar e compartilhar.

Baixe o arquivo em PDF do seu planner pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Auditores-fiscais paralisam atividades após ministro fragilizar combate a trabalho escravo

 

Sergio Carvalho

Por Laura Scofield / apublica.org 

 Mais de 380 auditores fiscais do trabalho paralisaram suas atividades em protesto após ações do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, beneficiarem empregadores que foram flagrados pelos fiscais mantendo trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os auditores consideram que o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) tem vivido sob um “regime administrativo de exceção” que fragiliza o combate à escravização e assedia moralmente os funcionários públicos.

No documento em que comunicam a paralisação, os auditores citam ao menos três interferências do ministro, chamadas avocações, em processos que haviam concluído pela inclusão de empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo. Entretanto, fontes ouvidas pela Agência Pública alertam que o número pode ser maior, já que o ministro colocou as decisões a respeito das avocações sob sigilo.

O caso mais conhecido envolve a JBS Aves, que foi retirada da lista após Marinho decidir pela reavaliação do processo que envolvia a empresa pela consultoria jurídica do ministério, o que não é parte do trâmite normal para inclusão de um empregador no cadastro. De acordo com os auditores, a ação do ministro é inédita e cria uma instância recursal administrativa extra e que não atende aos critérios técnicos de Inspeção ao Trabalho. Entre as justificativas para a avocação, um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) citou a “relevância econômica” da empresa envolvida. A Pública revelou que a ação fez com que todos os coordenadores estaduais de combate ao trabalho escravo deixassem seus postos. 

Na última terça-feira, 2 de dezembro, a Justiça do Trabalho determinou que a JBS Aves e as outras duas empresas sejam incluídas imediatamente na lista suja. A decisão argumentou que houve tentativa do governo federal de barrar a divulgação dos nomes por motivos políticos e econômicos, e não com base em critérios técnicos ou legais. O MTE afirmou que recorrerá da decisão.

No documento em que comunicam a paralisação, os auditores classificam as avocações como “indevidas” e criticam a declaração de sigilo em relação às análises do ministério. Os funcionários públicos também ressaltam que a “dispensa de publicidade” dos atos “é incompatível com o Estado Democrático de Direito”. 

Os auditores afirmam que não realizarão “novas operações de fiscalização de combate ao trabalho escravo em âmbito nacional e regional”, mas que as operações já iniciadas serão concluídas. Como condições para o retorno ao trabalho, eles pedem a anulação ou suspensão dos efeitos das avocações, a garantia formal de que nenhum auditor sofrerá retaliação e a abertura dos processos sigilosos para escrutínio público.

“Esse movimento é em resposta ao recrudescimento que está ocorrendo por parte do Ministro do Trabalho na autonomia da inspeção do trabalho e nas ações dos auditores fiscais do trabalho”, explicou à reportagem o auditor e membro da coordenação executiva nacional da Anafitra (Associação Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho), Mário Diniz.

Interferência do ministro resultou em anulação e auditores denunciam assédio moral

Outra interferência de Marinho envolve a empresa baiana Santa Colomba, cujos seguranças privados algemaram, agrediram, e trancaram um trabalhador em um quarto, conforme revelado pelo Brasil de Fato. Como o processo está sob sigilo, não é possível acessar a conclusão da consultoria jurídica do ministério sobre o caso.

No caso que envolve a APAEB (Associação Comunitária de Produção e Comercialização) do SISAL, entretanto, um documento obtido pela Pública indica que a consultoria do MTE concluiu “nulidade absoluta” dos autos de infração que haviam baseado a inclusão da APAEB na Lista Suja do Trabalho Escravo ainda em 2024. Ou seja, após a avocação, o processo e a punição foram extintos. Na carta de informe do protesto, os auditores afirmam que, após a decisão, o caso foi enviado à Corregedoria, “configurando ameaça direta e criminalização da atividade técnica regular” dos fiscais.

“Os auditores estão em choque com essa atitude do ministro, que não aconteceu nem nos regimes de exceção, nem no governo anterior e nem no governo que se organizou depois da deposição da presidente [Dilma Rousseff]”, afirmou Diniz.

O documento assinado pelos auditores que aderiram à paralisação concluiu que “a realidade apresentada, para além das flagrantes ilegalidades demonstradas, possui claros indícios de prática de assédio moral e institucional contra a categoria”.

Além de já terem apresentado uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ao STF (Supremo Tribunal Federal), que aguarda análise do magistrado que substituirá o ex-ministro Luís Roberto Barroso, os auditores também pretendem levar o caso à OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Via https://protecao.com.br/


domingo, 30 de novembro de 2025

O trabalho: Sua bênção e sua necessidade



 Sérgio Nilo Schmidt

Necessito trabalhar. É próprio de toda criatura humana trabalhar. Quem nunca trabalha não é ser humano. Necessito realizar meus sonhos. Trabalhar é concretizar os sonhos. É colocar nas mãos e no mundo aquilo que se passa na mente e no coração. E como é lindo poder sonhar e realizar o sonho! E como é frustrante sonhar e só permanecer no sonho. Sonhei escrever esta meditação e estou concretizando meu sonho. Estou me realizando, realizando uma atividade e realizando meus sonhos.

Muitos não sonham e trabalham simplesmente como animais que sentem necessidade de sobreviver. É um trabalho escravo. É como o boi que vai para as pastagens obrigado para saciar sua fome. Assim muitas pessoas não sonham e trabalham como escravos para poder matar seu instinto de sobrevivência. Trabalhar para comer. Isso é muito pouco.

O mundo do trabalho é tão imenso quanto o mundo. Não tem limites. Na realidade, tudo é trabalho. Desde o construir uma ponte até o plantar um jardim, desde montar uma aeronave até cuidar de uma criança, desde dirigir um trator até costurar uma roupa, desde dirigir um país até votar para escolher o dirigente, desde lavrar a terra até pentear uma criança, desde realizar um esporte até compor um poema, desde escrever e ler um livro até o silêncio de colocar-se em oração. Toda atividade é um trabalho.

O que não realiza um sonho não deve ser feito. É degradante o trabalho que só visa a lucros materiais. É detestável o trabalho que é feito por fazer, sem a alegria de ser um construtor deste universo. E miserável o trabalho que é feito como escravo.

Meu trabalho deve ser alegria, solidariedade, fraternidade, realização de sonhos. Quero ver fora, no mundo, na sociedade, na terra, na máquina, nas pessoas, os sonhos concretizados.

Um dia Cristo disse, vendo o povo que só trabalhava para comer, beber e se vestir: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). Devo sonhar com o Cristo, para que meu sonho não se torne somente terra. Tenho que sonhar com o Cristo, para que meu trabalho comece aqui para durar eternamente. Trabalhar para realizar os sonhos e sempre um novo trabalhar para realizá-los? quero jeito de ser. Que sonhos trago comigo para o dia de hoje? E como quero trabalhar para realiza-los?

Do livro Um Olhar para o Vale


terça-feira, 18 de novembro de 2025

De mãos atadas - Uma parábola sobre controle estatal e liberdade

 


Era uma vez um homem como qualquer outro... um homem comum! Ele tinha qualidades positivas e negativas.

Ele não era diferente de ninguém. Uma noite, enquanto dormia, alguém bateu de repente à sua porta. Quando abriu, alguns homens pularam em cima dele e amarraram suas mãos — apenas as mãos.

Então disseram que era para o seu próprio bem; que com as mãos amarradas, ele não seria capaz de fazer nada de ruim no futuro (esqueceram-se de mencionar que também não poderia fazer nada de bom).

Eles foram embora, deixando um guarda na porta para que ninguém, nem mesmo ele próprio, pudesse desamarrar suas mãos.

A princípio, o homem se desesperou e tentou se libertar das amarras quando o guarda não estava olhando.

Percebendo a futilidade de seus esforços, ele gradualmente tentou se adaptar à sua situação.

Um dia, ele até conseguiu amarrar os sapatos. Em outro dia, conseguiu acender o cigarro e, assim, começou a esquecer que um dia tivera as mãos livres. Enquanto isso acontecia, o guarda lhe contava diariamente sobre as coisas negativas que as pessoas com as mãos livres faziam lá fora (ele se esquecia de falar sobre as coisas boas).

Anos se passaram, muitos anos. Aquele homem acabou se acostumando a viver com as mãos atadas, e até se convenceu de que era melhor viver assim.

Um dia, seus velhos amigos surpreenderam o guarda por trás e pegaram as chaves para desamarrar as mãos do amigo.

"Você está livre agora", disseram a ele.

Mas, oh, terrível destino, eles chegaram tarde demais, porque as mãos daquele homem já haviam atrofiado para o resto de seus dias.

Autor desconhecido


quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Uma Igreja que casou-se com o Sistema


 Pastor João A. de Souza Filho


Eu tinha apenas sete anos de idade quando minha mãe aceitou a Cristo numa denominação pentecostal. Lá se vão quase cinqüenta anos! A exigência de se viver um padrão cristão e a disciplina rígida a que nos submetemos desde os primeiros dias da Escola Dominical marcaram nossas vidas.

Hoje consigo perceber os resultados no seio da família: Cansada e numa cadeira de rodas, mamãe não consegue dimensionar o rastro de seu testemunho: 1 filho pastor e escritor, uma filha esposa de pastor e pregadora, seis netos no ministério em tempo integral, afora tantos outros filhos, noras, genros, netos e bisnetos comprometidos em suas congregações com o evangelho de Cristo Jesus!

No decorrer dos anos entendi que o mundo olha para a igreja esperando nela ver um diferencial, um estilo de vida que contraste com o estilo de vida da sociedade.

O mundo costumava ver a igreja sob a ótica do respeito, de vida transformada, de gente diferente, de pessoas de bens - de cujo seio saiam empregados submissos, donde empregadas domésticas eram requisitadas, de gente que pagava em dia suas contas - em que o dono do armazém vendia fiado na caderneta sabendo que receberia seu dinheiro.

No dizer de Pedro, sem amoldar-se às paixões da vida mundana que tínhamos antes de receber a Cristo (1 Pe 1.14). No dizer de Paulo, viver sem conformar-se com esse mundo (Rm 12.2) mostrando ao mundo "como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade" (1 Tm 3.15).

Recordo-me que em 1962 quando a igreja pentecostal foi grandemente perseguida em Porto Alegre pelos meios de comunicação contrários à realização de uma campanha evangelística, um cidadão foi para o rádio defender os crentes. Sua defesa: os crentes eram seus melhores funcionários!

No entanto, no decorrer dos anos a igreja incorporou em seu seio os valores mundanos, a filosofia do mundo, seus modismos, deixando-se levar ao sabor do sistema. Confundiu contextualização com contemporização - não soube trabalhar no contexto da sociedade e acomodou-se à sociedade que ela tanto insiste em mudar.

Ainda hoje o mundo espera ver na igreja o diferencial entre aquilo que frustradamente vive e o que espera encontrar na igreja - e quase não o encontra! Os pastores, antes serviçais, em cujas casas os pobres do bairro encontravam lenitivo e alimento, escassearam!

No lugar desses surgiram pastores sonhadores de riquezas, profetas balaônicos de olho nos presentes de Balaque; ricos, abastados, vivendo em condomínios fechados, alienados da própria membrezia, vivendo na opulência e no fausto. Alguns optaram por uma teologia de prosperidade que contrasta com a simplicidade de se viver o evangelho.

Vivem longe de suas paróquias, enquanto no passado o certo era viver entre os paroquianos, entre as pessoas do mesmo bairro. O pastor outrora tão presente no lar dos fiéis, são vistos de longe, e na imensidão de seus templos parecem figuras minúsculas gesticulando no púlpito, a menos que sejam projetados no telão ou vistos na tela da tevê.

A nova geração de crentes - cujos avós eram tão pobres, mas fiéis - melhorou de vida, subiu socialmente para a classe média e, até mesmo alguns ricos despontaram no cenário evangélico. Membros de igrejas, antes considerados proletariados, prosperaram, e hoje fazem parte da nata industrial e comercial da nação, no entanto, muitos deles se esqueceram dos exigentes padrões bíblicos: tratam seus funcionários da mesma maneira - quando não pior - que os patrões mundanos.

Aliás, alguns empresários que não se confessam cristãos têm ótima reputação dos seus funcionários; por outro lado, alguns crentes sequer querem trabalhar para empregadores evangélicos. Da mesma forma, os empregados evangélicos perderam o respeito e já não se submetem aos patrões como é ensinado no Novo Testamento. Costumam ser piores do que os descrentes.

Para encobrir o que somos, criamos a moda gospel, buscando parecer que o estilo de vida cristã, sua música e mensagem tenham adquirido nova roupagem. Pelo menos existe o charme glamouroso (desculpe-me o pleonasmo) na substituição do termo em português pelo inglês! E a geração gospel vai para a televisão falar de Cristo e do novo nascimento, literalmente sem roupagem alguma!

Mulheres sensuais e seminuas com um palavreado profano - não que queiramos que todos aprendam o evangeliquês - afirmam ser membros dessa ou daquela igreja. Não apenas as mulheres, mas também os homens confundem pelo visual e palavreado a mensagem do evangelho!

Apesar da obscenidade e do mundanismo que repugna o mais vil pecador, seus pastores sorriem e caladamente consentem, afinal o nome de sua igreja e seus nomes podem ser ouvidos pela mídia nacional. Outros, vestindo a roupagem tradicional dos evangélicos, sugam dos pobres o dinheiro e os bens em troca de um compromisso com Deus!

Além destes, surgiram pastores, pregadores e cantores, em todas as denominações, que mesmo sem aquela extravagante aparência, sem as requebradas coreografias e palavreado mundano - mantendo a antiga forma de vestir e o visual tradicional dos crentes - mas que em nada diferem em seu comportamento e moral daqueles que não conhecem a Jesus, nem por ele foram transformados, agregam-se à classe vil protagonizada por Jezabel e Balaão.

Seus cachês são os mais altos e seu comportamento, pior! São pessoas que, mesmo mantendo a postura evangelical, a aparência tradicional, repito, encaixam-se perfeitamente no perfil traçado por Pedro e Judas (2 Pe 2.10-22 e Jd 8-16).

A opção de ser crente, de ser um fiel discípulo de Jesus - às vezes uma decisão difícil sabendo-se que há um preço a ser pago em seguir a Jesus - já não é levado em conta por boa parte dos que se dizem cristãos, por pessoas que dão péssimo testemunho, pois seu comportamento no campo de sua atividade profissional contradiz seu palavreado e suas afirmações de fé. E isso vai do carpinteiro ao artista, da empregada doméstica ao famoso atleta, do estudante ao político.

Algumas igrejas parecem ter perdido o rumo. A quantidade de divórcios entre seus membros é testemunha gritante de como o evangelho diluiu-se no meio de uma sociedade paganizada. A santidade de alguns jovens que se propõem viver castos até o casamento é motivo de chacota no seio da própria congregação.

À essas igrejas, aos seus pastores, cantores, líderes e políticos cristãos, o profeta ergue a voz em protesto!

A mensagem de Amós precisa ecoar novamente na igreja, pois tem uma palavra de alerta aos membros da comunidade da fé. Ele não apenas diria "afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias da tua lira" (Am 5.23), acrescentaria:

"Afaste de mim o palavreado das mensagens que você prega, pois fecho os ouvidos quando você sobe no púlpito; cerro os olhos para não ler o que você escreve; detesto quando você menciona o meu nome; sua música é muito linda, sua banda é perfeita, sua voz belíssima, mas o som de sua melodia chega aos meus ouvidos desafinado pelo estilo de vida perverso que você tem; o cheiro que você exala provoca-me náuseas...".

Amós clama pelas ruas:

"Vocês oprimem o pobre e o forçam a dar-lhes trigo" - (Am 4.11), isto é, sugam dos pobres todo o dinheiro que eles têm para satisfazer os desejos pessoais de vocês, para construir suntuosas catedrais e comprar aptos. e terras. "Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais" (4.12b), isto é, vocês os mantêm sob o jugo da autoridade, ameaçando-os e intimidando-os com a possibilidade de exclusão pública do rol de membros. A opressão da vara do pastor, de todas, é a pior!

Amós clama na igreja:

"Vocês se deitam em camas de marfim e se espreguiçam em seus sofás" (6.4), enquanto os pobres da igreja dão duro e trabalham; enquanto seus obreiros andam em ônibus lotados, à pé, suando para fazer a obra de Deus, vocês como líderes, do alto de sua autoridade, descansam no sofá repassando um a um as centenas de canais de tevê, deleitando-se em viagens, dormindo nos mais caros hotéis e freqüentando os shoppings da moda.

Ele diz aos cantores e grupos que cobram altos cachês para se apresentarem nas igrejas:

Vocês "dedilham suas liras como Davi e improvisam em instrumentos musicais" (Am 6.5), mas não têm o coração de Davi; buscam, isso sim, seu próprio bem-estar e, depois de cantarem e louvarem nos cultos das igrejas ou nos festivais, fecham atrás de si as portas do quarto de hotel e deleitam-se na fartura da melhor comida e das bebidas mais caras, quando não em orgias sexuais!

"Vocês bebem vinho em grandes taças - não apenas vinho mas toda sorte de bebidas caras e finas nas festas de gente ímpia que detesta o nome de Cristo - e se ungem com os mais finos óleos - têm aparência de possuir grande unção e poder, confundem poder e unção com habilidade e profissionalismo; fazem do ministério seu ganha-pão - mas não se entristecem com a ruína de José - isto é, vocês não choram, nem clamam, nem jejuam, nem se importam com a ruína da igreja e do mundo! Pensam apenas em vocês mesmos!" (Am 6.6).

A bússola da verdade deve urgentemente ser consultada para que a igreja ande na rota traçada por Deus! Quando isso acontecer, o mundo voltará a olhar a igreja como uma sociedade séria, diferenciada; como sociedade que tem rumo próprio.

Políticos evangélicos, firmem-se na verdade, pois o mesmo Deus que vocês alegam que servem, haverá de sacudir os fundamentos da estrutura política, como tantas vezes o fez, expondo-lhes à ignomínia. A mídia que vocês tanto amam é laço que lhes prenderá os pés; mordaça que lhes impedirá de falar; espinho que lhes cegará os olhos - essa mesma mídia impedir-lhes-á a caminhada, mas por certo, se vocês tiverem temor de Deus, haverão de se firmar no Senhor, servindo-lhe e apenas a ele de todo o seu coração!

"Ouçam esta palavra, vocês (...) que estão no monte de Samaria - Os políticos. Vocês que estão em posição de autoridade, nas casas do povo - vocês que oprimem os pobres e esmagam os necessitados - cujos altos salários contrastam com o pobre salário mínimo, e com o baixo reajuste salarial dos velhos e velhas aposentados, vocês que dizem - tragam bebidas e vamos beber - isto é, que vivem em festas, no meio da fartura" (Am 4.1). Ganham altos salários para fazer pequenos discursos nas Assembléias e Câmaras do povo. Até quando suportará Deus o hálito das festas e da embriagues?

As eleições estão chegando e teremos que suportá-los novamente bafejando o odor do mundo de Maquiavel sobre os púlpitos de nossas igrejas! Será insuportável, uma vez mais, observar pastores, cantores e líderes seguindo o curso do mundo governado pelo diabo - seguindo a carreira do mundo!

Que Deus tenha misericórdia de nós e abra-nos os olhos para enxergarmos na sua bússola o Norte a seguir. Que a igreja volte a andar no caminho da santidade e se diferencie do mundo ao seu redor!


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